Início de conversa

Salve… Como eu transferi o “Dário de um MC” do “blogger” para o “wordpress”, agora preciso transferir também todo o conteúdo que eu julgar ser importante para este espaço. Um dos temas importantes é a minha história até chegar aqui. Então lá vai…

Inicio de Conversa

 

Já é madrugada de sábado, 17 de abril de 2010. Tive uma sexta-feira muito difícil e cansativa, mas não importa. Hoje começo a relatar o meu dia-a-dia no “Diário de um MC”. Mas antes disso deixa eu me apresentar e contar a minha história.

 

Meu nome é Pedro Alan Lima de Oliveira, mais conhecido como Petter MC. Nasci em 28 de junho de 1989 em Campina Grande – PB, Nordeste, Brasil. Morávamos na zona rural da cidade que tinha na época 360 mil habitantes, hoje 500 mil. Quando eu tinha 4 anos de idade meu pai trocou minha mãe por outra mulher e nos mudamos para a zona urbana da cidade.

 

No bonde eu , meu irmão (dois anos mais novo) e minha mãe. Eu tinha uma irmãzinha, mas esta, faleceu com poucos meses de idade devido uma grave doença. Um ano depois estávamos de viagem marcada para o Rio de Janeiro.

 

Minha mãe acreditava numa melhoria de vida na grande metrópole, pois já tinha morado no Rio em sua adolescência. Ao chegarmos no Rio, minha tia Aneilda nos abrigou em sua humilde casa no bairro do Cajú, Zona Norte/Portuária. Ficamos por lá durante algum tempo até que minha mãe arrumou um emprego como doméstica em casa de madame, na Zona Sul da cidade.

 

Algum tempo depois de empregada, minha mãe alugou uma quitenete com quatro cômodos: quarto, sala, cozinha e banheiro. Nosso primeiro de muitos lares no Rio localizava-se na comunidade Parque Boa Esperança, no mesmo bairro, o Cajú.

 

E para falar a verdade… Era necessário ter muita esperança mesmo. Esperança e fé em Deus, pois, driblávamos a morte todos os dias. O lugar era muito violento por conta da disputa pelo controle do tráfico de drogas no local. Diariamente víamos corpos estirados pelas ruas, becos e vielas da favela.

 

A trilha sonora para nossas noites de sono era o barulho dos tiros, que nos deixavam muito receosos, já que era possível que algum desses tiros atingissem nossa casa, podendo assim, nos ferir. Nesse campo de guerra eu e meu irmão fomos crescendo e sobrevivendo.

 

Minha mãe foi sempre uma grande guerreira. Pai e mãe ao mesmo tempo. Trabalhava durante todo o dia enquanto eu e meu irmão íamos à escola, o restante do dia passávamos na rua brincando com a molecada e fazendo alguma “arte”. Já apanhamos tanto por causa dessas artes, você não tem nem noção! Mas valeu apena cada “cintada” que levei da minha coroa, pois, à sua educação devo muito do que sou hoje: um homem de verdade.

 

Infelizmente, apesar da boa educação que minha mãe me dava, ela acabava ficando ausente o maior tempo do nosso dia-a-dia. Isso era preciso, porque se ela não trabalhasse a gente não teria o que comer, vestir, etc. Logo me tornei responsável por mim e por meu irmão mais novo. Essa responsabilidade trouxe o amadurecimento precoce. Na próxima postagem você descbrirá no que isso acarretou…

 

 

@PetterMC


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