Adolescência

Salve, salve meu amigos(as) e leitores(as).

Mais um dia que consegui (por milagre) uma grana pra vir na lan house e atualizar o Diário de 1 MC. Feriadão aqui na região metropolitana do Rio e aproveitei para escrever umas letras de rap novas e ensaiar para a apresentação que farei amanhã, com Tiago Soul, na Praça Seca. Sem mais delongas…

Hoje continuarei minha história contando sobre a adolescência.

Com a chegada da adolescência veio também a chegada de uma nova escola. Enfim, eu sairia do bairro em que morava para ganhar as ruas do Rio.

5ª série na cena e fui estudar na Escola Municipal Gonçalves Das (primeira escola municipal do Brasil, fundada por Dom Pedro II), localizada no bairro de São Cristóvão, Zona Norte da cidade. No primeiro dia passei mó vergonha, mano. Minha mãe, super protetora, quis me levar ao novo colégio para garantir a minha segurança e para que eu não me perdesse no bairro que até aquele momento era desconhecido por mim. A galera ficava olhando com aquele ar de deboche, mas eu tava firmão.

A “coroa” também me acompanhou por conta da violência entre os alunos, que eram moradores de lugares dominados por diferentes facções criminosas e se tornavam rivais dentro da própria escola. Perdi a conta de quantas vezes eram necessárias viaturas policiais para escoltar os alunos até os respectivos pontos de ônibus.

As brigas eram constantes, involuntariamente eu participei de algumas, para me defender, é claro. Logo no primeiro dia de aula conheci uma mina muito gata, e, logo comecei a desenrolar com ela. Confesso que eu era bem tímido com as garotas na adolescência, mas sempre fui determinado. Se eu quero uma coisa eu vou atrás, mano. Nunca pedi pra ninguém “jogar nenhuma mina na fita”, eu mesmo ia lá e desenrolava, ainda que tímido.

Não demorou muito para que eu me enturmasse com a galera da nova escola. A partir daí, começaram os rolês pelo Rio de Janeiro, à começar pela Zona Norte. A gente matava aula pra dar rolês no Norte Shopping, azarar as meninas e fazer bagunça. De vez em quando arrumávamos umas briguinhas, mas a gente sempre se safava. Sem falar nos rolês nos supermercados. A gente ia só pra comer as frutas das prateleiras e tomar cafezinho grátis, mas não é porque a gente gostava de café não, era porque a mina que era promotora da tal marca de café era muito linda e a gente viajava nela. Só viajava.

Mano, nessa época a minha vida sofreu uma grande revolução. As coisas aconteceram rápido demais. Muita coisa boa e muita coisa ruim. Fiz coisas interessantes e fiz muita merda também. Chegando na 6ª série, eu já era veterano na escola, bem enturmado e líder de um grupo de alunos rebeldes. O inspetor – coitato – sofria com a gente. Vivia perdendo a paciência conosco.

A gente insistia em matar aula e ficar perturbando os outros pelos corredores do colégio. Nessa época existia um sistema de caderneta escolar, quando ao entrar no colégio, o aluno entregava e só recebia na hora da saída com um carimbo do diretor, comprovando que o cara compareceu a escola e assistiu as aulas.

Eu e minha galera nos amarrávamos em matar aula. Logo bolei um plano para burlar o sistema de caderneta escolar. Driblamos os obstáculos existentes e roubamos o carimbo da diretora. Foi uma jogada de mestre. Ninguém percebeu! Mais uma falha no sistema público brasileiro de educação.

Começamos a matar aula pra caramba. O carimbo ficava comigo e os malucos tinham que me seguir, se não, não teriam carimbo na caderneta para mostrar em casa aos seus responsáveis. Cheguei a ficar um mês inteiro sem pisar na escola e minha mãe sem saber disso. Chegando na escola, mandei um caô tão convincente que acreditaram que eu estava doente e internado. Disse que não tínhamos como ligar pra escola porque minha não tinha telefone e estava muito ocupada comigo no hospital para ir ao colégio dar satisfações sobre a minha ausência (risos). Eu era muito mentiroso, cara! Atenção: isso mudou, logo você saberá como.

Fique atento ao próximo capítulo da história. O tempo na lan house já está chegando ao fim e tenho que usá-lo para divulgar essa nova publicação.

Hoje é o dia do livro, hein! Leia e doe um livro, você não tem noção do bem que estará fazendo para você e o próximo!

Muita fé!

Escrito em 23 de abril de 2010

@PetterMC

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