O sonho de gravar um CD

Comecei a levar muito a sério o lance de cantar rap e idealizei o sonho de gravar um CD. Em todos os lugares que eu ia as pessoas perguntavam se eu tinha CD para que elas comprassem. Infelizmente, eu nunca tinha. Tudo tem um propósito. Acredito que nada é em vão.

Na época, apesar do público curtir e eu querer muito lançar o CD, eu não estava pronto para gravar um disco. Não que hoje eu seja bom demais, mas com certeza tenho mais experiência e evolui um bocado nessa parada.

Conheci, em 2008, um maluco chamado George (frequência zero) que produzia rap na cidade. Um dos poucos. Troquei várias ideias com ele sobre meu projeto de produzir e gravar um CD. Ele chegou a conclusão de que eu não tinha grana nenhuma. E eu cheguei a conclusão de que teria que desembolsar dinheiro (não sabia de onde) para executar o meu projeto e realizar o meu sonho de gravar um CD.

Será que eu desenrolei esse dinheiro? Negativo. Até hoje eu não desenrolei grana nenhuma para isso. Mas aí, conheci pessoas muito maneiras que apostaram em mim e me ajudaram nessa parada. Uma delas foi o vocalista da Banda Renascer, o Alexandre Rodrigues.

Conheci esse mano numa apresentação em Campina Grande, a banda dele tocou no mesmo evento que eu. No final, a gente trocou umas ideias, ele curtiu meu trabalho e eu já conhecia o trabalho da banda dele que abriu um show no qual eu estava presente.

Acabou que no final ele me deu uma carona, já que não havia mais transporte público para que eu pudesse voltar para casa. No carro, trocamos várias ideias e ele me perguntou o porque de eu ainda não ter gravado um CD. Expliquei a ele que era a falta de grana mesmo. Ele perguntou de quanto eu precisava para produzir o CD e falei que precisava de um valor “X”. Eu já tinha acertado o preço com o Frequência Zero, produtor que citei acima.

Cara, na hora o mano me deu “uma pá” de CDs da banda dele para que eu pudesse vender e ficar com o “troco” arrecadado para ajudar nas gravações do disco que  seria um EP (nos meus planos). Sem falar nos 500 contos que o maluco me deu depois. Mas… Infelizmente ou felizmente, a parada não saiu.

A “fita” foi a seguinte: fechei o pacote com o mano produtor, para produzir e gravar com ele. Beleza. Só que na prática o bagulho não funcionou bem como deveria. Demorou bastante para terminar de gravar as seis faixas de um EP que estava com lançamento previsto para 2009.

Eu acabei de gravar as músicas em cima da hora de vir pro Rio de Janeiro com o meu tio. Aí ficou acertado que o mano ia me enviar via correio ou até mesmo por e-mail, o trabalho pronto. Passaram-se vários meses e nada do mano terminar de mixar e masterizar o EP. Eu sempre tentando falar com ele pelo orkut, e-mail, msn e ele não me respondia. E sempre que ele me respondia, mandava um caô. E o que eu poderia fazer, né? Longe demais pra ficar “na cola”.

Conclusão: depois de um ano eu recebi parte dos sons. Três para ser exato. Mesmo ele tendo vacilado comigo, por outro lado, isso foi bom. Sabe por quê? Porque eu não estava pronto para gravar ainda.  Apesar dos amigos curtirem, as pessoas curtirem. Mas olhando a parada como profissional: eu era muito ruim!. Mas muito ruim meeeesmo.

A história continua…

escrito em 04 de junho de 2010
@PetterMC

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