De volta ao #RioDeJaneiro

Sei que vocês devem estar boladões por eu não publicar nesse blog há uma pá de tempo. Pode crer! O motivo é simples: você já acompanha a minha história desde o início e sabe que eu não tenho acesso à internet em casa e, por isso, tenho que recorrer às lan houses ou algo do gênero. Por esse motivo, vou resumir ao máximo a história para chegar logo ao presente, onde ficará fácil falar do meu dia à dia sem ter que me esforçar para lembrar fatos ocorridos no passado. Esquenta não, pô. No futuro sai um livro com minha história. (Risos).

Sem mais delongas…

Cara, eu sempre sonhei em voltar pro lugar onde eu tinha sido criado. Pode crer. O Rio de Janeiro, embora violento, caótico e outra pá de coisa ruim, é o lugar onde passei a entender que eu existia. Que o mundo existia. Aprendi a escrever aqui. Aprendi a falar com o sotaque daqui. Enfim. Adquiri a cultura daqui.

Mas como voltar ao Rio de Janeiro sendo ainda menor de idade e sem ter para onde ir? Minha mãe não queria voltar de jeito nenhum. Então, foi assim: meu tio Lima, que há uma pá de tempos não ia na “terrinha”, resolveu dar um rolê surpresa em Campina Grande. Esse rolê foi a causa do meu retorno ao Rio de Janeiro.

Meu tio já estava ligado que eu sonhava em voltar à morar no RJ e me fez o convite de vir morar com ele na Baixada Fluminense, onde outrora eu havia morado. No começo eu fiquei com mó receio, por alguns motivos, entre eles: família (que ficaria para trás) e os amigos(as) que conquistei em Campina Grande. Sem falar na incerteza de como seria a nova vida no Rio de Janeiro. Dessa vez eu já não era mais um moleque. Já era um jovem à procura da realização de seus sonhos.

O mês é março. Pegamos a estrada (eu, meu tio e Lúcia, sua esposa). Foram 2.500km no Fiat Doblô do meu tio. Pense numa viagem cansativa! Viagem cansativa, porém, muito massa! Demos uns rolês em Caruaru (PE) e continuamos descendo até parar na Bahia para tomar um açaí sinistro que eles servem na tigela.

Dormir? (Risos). Isso nem existiu pra gente. Meu tio é o cara mais louco no volante. Na pressa de chegar ao RJ, ele dormiu no máximo umas 09 horas nessa viagem tão longa. Eu dormi um pouco mais, porém, tinha que me manter acordado para distraí-lo durante a noite. Vai que ele pegasse no sono! Isso sem falar na dificuldade de abastecer o carro dele com gás natural, pois, várias cidades da Bahia (maior percurso da viagem) não tinham esse combustível nos postos.

Depois de quarenta e poucas horas de estrada (de busão seria bem mais demorado, de avião apenas 03 horas) cruzávamos a ponte Rio-Niterói e depois de anos, eu pude avistar de olhos cheios a cidade onde eu me criei…

escrito em 01 de julho de 2010
@PetterMC

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