A dor de compor

Salve!

Compor pode ser doce e ao mesmo tempo amargo.
Pode ser prazeroso e ao mesmo tempo dolorido.
Pode ser rápido ou demorar dois meses.

Não importa.

Compor é como parir um filho, o último filho.
Mas sempre há outro, e mais outro, e mais três.

Nunca paramos.

Haveria um método contraceptivo para a poesia?
Poderíamos esterilizar a inspiração, impedindo-a de fecundar as emoções que geram as canções?
Ou seriam as canções responsáveis pelas emoções  que geram a inspiração?

Não sei.

Uma coisa eu sei e disso tenho certeza:
Tenho lutado contra o universo pra compor.
E essa luta é tão desleal.

Impossível.

Quando estou bem alto, na minha viagem transcendental
De repente a propulsão acaba e eu caio feio.
Machuca, dói, mas é o preço que se paga.

A dor de compor.

 

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